sexta-feira, 3 de março de 2017

Suspeito de matar agente é preso e confessa crime em Uberlândia

Agente penitenciário, de 43 anos, foi morto a tiros em agosto passado.
Homicídio foi retaliação aos tratamentos recebidos em penitenciárias.

Caroline AleixoDo G1 Triângulo Mineiro
Agente penitenciário morre baleado após sair do trabalho em Uberlândia (Foto: G1)Agente penitenciário foi baleado depois de sair do
trabalho em Uberlândia (Foto: G1)
O suspeito de assassinar o agente penitenciário Luciano Lucas dos Santos, de 43 anos, foi preso em Uberlândia durante a noite desta quinta-feira (2). O crime ocorreu no ano passado no Bairro Santa Mônica e as investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Uberlândia (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE).
Durante depoimento aos promotores, ele confessou a participação no crime como autor dos disparos. O promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Daniel Marotta Martinez, informou que o crime foi cometido em retaliação ao tratamento recebido pelos detentos nas unidades penitenciárias. O suspeito relatou ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e disse que recebeu ordens pelo WhatsApp para assassinar o agente.
O Gaeco chegou ao suspeito depois de receber uma denúncia anônima e realizar buscas dentro do Presídio Professor Jacy de Assis para levantar mais informações. Os nomes da pessoa que encomendou o crime e do outro suspeito envolvido na morte do agente não foram revelados pelo preso.

O crime
O agente penitenciário foi assassinado na manhã do dia 17 de agosto. De acordo com as informações da Polícia Militar (PM), ele havia acabado de sair do trabalho e seguia para casa quando foi abordado por dois criminosos que estavam em um carro.
O crime foi registrado próximo à estação de ônibus João Balbino no corredor da Avenida João Naves de Ávila, por volta das 7h30. O agente seguia de carro quando foi baleado. Um dos tiros acabou acertando a cabeça da vítima, que morreu no local. Segundo a perícia, 16 cápsulas de arma de fogo foram recolhidas no local.
Por meio de nota a Secretaria de Estado de Defesa Social informou que Luciano era servidor contratado da Secretaria desde outubro de 2010 e estava lotado na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga. E acrescentou que as investigações sobre o caso estão a cargo da Polícia Civil.
Durante as investigações do Gaeco, foi apurado que o preso e o comparsa utilizaram um carro preto que havia sido furtado em Ribeirão Preto-SP para cometer o crime. A dupla ficou aguardando o agente sair da penitenciária em uma rua próximo ao local e depois o seguiu.

Ao parar em um semáforo, o agente penitenciário foi surpreendido pelos autores que fizeram os disparos utilizando uma pistola 9 mm. Após o crime, os suspeitos fugiram e depois atearam fogo no carro.

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