terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Melhorias são cobradas em unidades penitenciárias de Juiz de Fora

Melhorias são cobradas em unidades penitenciárias de Juiz de Fora

Representantes do sindicato dos agentes visitaram complexo nesta terça (14).
Seap informou que está chamando aprovados em concurso de 2013.

Do G1 Zona da Mata
Número de presos é 287,3% maior que a capacidade no Ceresp em MG (Foto: Reprodução/TV Integração)
Sindicato cobrou agentes e melhorias de condições
de trabalho (Foto: Reprodução/TV Integração)
Representantes do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp) do Estado de Minas Gerais realizaram nesta terça-feira (14) uma inspeção em unidades prisionais de Juiz de Fora. Ao final da visita, eles cobram a nomeação de mais agentes e melhoria nas condições de trabalho.
A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou, em nota, que os agentes aprovados em concurso estão sendo nomeados de forma escalonada. No entanto, não deu nenhuma previsão para nova chamada na cidade.
Atualmente, Juiz de Fora possui cerca de quatro mil detentos e 750 agentes penitenciários. Para o diretor executivo do sindicato dos agente, Fábio Carlos Gomes, o número representa menos da metade do que seria necessário para trabalhar com segurança.  Ele cobrou a nomeação de centenas de agentes aprovados no último concurso público, em 2013.
“Está com défcit muito grande de funcionários e com a carga horária muito pesada. Os agentes cumpriam uma escala de 12h de trabalho por 48h de folga e agora estão fazendo 24h por 72h de folga. O governo vem fracionando a nomeação dos concursados alegando falta de verba, mas tem que cumprir com essa demanda das unidades prisionais de Juiz de Fora”, disse.
No relatório dos representantes dos agentes, que será enviado ao estado, constam ainda falta de armamento, munições, viaturas, rádios de comunicação e coletes a prova de balas usados pelos profissionais.
A Comissão de Direito Criminal e Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou a inspeção e confirmou a impressão do Sindasp. “Realmente, as instalações são precárias e o volume de presos é muito grande”, afirmou o presidente da pasta, Noslen Toledo.

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